quinta-feira, 29 de abril de 2010

As Estórias do Castelo

Apresento-lhes a nova turma de intercambistas da escola pedagógica de Heidelberg. Entre chilenas, colombianas, americanas, norueguesas, polonesas e indoneses fiz uma visita guiada pelo castelo de Heidelberg, aproveito para contar-lhes as histórias guardadas nos calabouços do castelo:
Vou inverter, primeiro a foto e depois a explicação.
--
Comecemos mostrando a forma de demostrar a riqueza do rei. Na sala de jantar contruiram essa abertura, que está na foto, para que as pessoas pudessem... como posso dizer... devolver a comida ingerida de volta para a natureza. O pensamento era o seguinte: ' Uau, o rei tem tanto dinheiro que ele pode alimentar os seus convidados duas vezes no mesmo jantar'. Eles introduziam uma pena goela a baixo para ajudar o processo, e como diz meu primo João Paulo, o último nem precisa fazer nada, só de ver a pena já acontecia.
--
Não recomendo passar por debaixo dessa construção, ela é nada mais nada menos do que o sistema sanitário da época. Digamos que os dejetos reais passavam por ali. OK, agora chega de histórias escatológicas. --
Aqui é o fosso que contorna o castelo, a foto mostra o fundo dele. Como o castelo fica no topo da montanha, não existe água proxima dele para enchê-lo e era muito difícil trazer água das regiões mais baixas. Então, ele era preenchido com dinossauros... não, brincadeira, eram apenas animais selvagens mesmo.
--
Essa sala se encontra no interior do castelo, suas paredes de madeiras foram costruidas por Hitler. A sala era usada pelos nazistas para reuniões e outros fins. Depois da queda do Reich pensaram em tirar as madeiras da parede mas deixaram pois elas dão à sala uma boa acústica e hoje ela é usada para cerimônias.
--
O mais legal do castelo, o relógio solar. Sem muito o que falar, somente admirar.
--
Essa é uma igreja que se encontra dentro do castelo. Ela não carrega uma religião consigo, portanto qualquer religião pode realizar um culto nela. Muitos casamentos e concertos são feitos nessa igreja. --
E agora o mais interessante. No fim dos anos 1600 o vizinho do lado, vulgo: franceses, resolveu atacar a região por causa de um casamento de uma jovem duquesa e a morte inesperada de um principe-eleitor da alemanha. O rei da Franca era, pra deixar a coisa mais caliente, o queridinho Rei Sol. Sim! Louis XIV. Agora a pergunta é, como ele conseguiu arrancar dessa torre uma parede de pedra dessa espessura naquela época? Elementar meu caro Uátison! Os franceses ficaram sabendo, através de espiões, que nessa torre ficava guardado o arsenal de pólvora. Portanto eles miraram os seus canhões para essa torre e BUM!!! Acho que uma onomatopéia aqui já diz tudo. --
Agora seguimos com o álbum que chamo: Nel Castillo con las Chicas:
Besitos

sábado, 24 de abril de 2010

Piquenique e Churas ao Neckar

Agora que o bicho pega! Agora a gente pega a estrada do verão, melhor caminho existente possível. Nada melhor que passar um sábado ensolarado com os amigos na grama que contorna as margens do Neckar. Primeiro vem o piquenique com meus amigos alemães. Mesa farta de variedades de frutas e pães. De sobremesa acompanha um doce da 'Kinderovo' chamado Pinguí, delicioso. Depois seguimos para o churras com os novos amigos latinos, basicamente todos do Chile. Muita saudade desse calor latino acompanhado de um relaxamento mental. Tanto o piquenique como o churras foram muito bons, só me resta mostrar-lhes as fotos.
--
Toalha posta, entre as comidas temos: salada de frutas, pães caseiros, sucos (infelizmente não-naturais), torta de ruibarbo (vai no google pra ver o que é) e hot-dog:
Após o ataque:
Sarah, Ann-Sophie e eu:
Partindo para o churras com os chicos e chicas, na foto: Karin e eu:
Carlos no cuatro:
Karin, Astrid e Anke no charango:
E por fim, nossa cantoria:
Beijos

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Hoje Vamos Falar de uma Pessoa...

--
Pessoa que desde o início dos tempos sempre estivera em meus pensamentos e de forma inconsciente me guiara em todos os caminhos que trilhei.
--
Pessoa que abria todas as portas trancadas e retirava todos os obstáculos com força de leoa para que eu pudesse seguir.
--
Pessoa que viajou os sete mares, passou pelas Américas, conquistou a Europa e criou ciclos de amizades que a fortificam cada vez mais.
--
Pessoa que estuda, desvenda Platão, Maquiavel e Marx até a raiz de suas ideias, não deixa um galho sequer sem uma folha.
--
Pessoa que mesmo que esteja em momentos ruins, não desistirá nunca, estará sempre a procura da solução.
--
Pessoa que se estivesse com algum problema, não hesitaria em ajudá-la.
--
Pessoa que quando quiser um ombro amigo, poderá com certeza contar com o meu.
--
Resumindo, é uma pessoa que está em todos os tempos. E hoje, o tempo pára para contemplar o seu nascimento.
--
Fabi, esse é meu presente para você. Te amo.
--

sábado, 17 de abril de 2010

Páscoa

Eu sei que está um pouco atrasado, mas antes tarde do que nunca, não? Eu, na noite de sábado, pré domingo de Páscoa, começo a conversar com a Ivani, mãe do Thomas. Papo vai, papo vem, recebo um convite para passar o domingão com eles. Convite aceito! Domingo pego o trem às 09:00 da manhã sentido Bad Kreuznach. Chegando ao meu destino pego uma carona com o Thomas até sua casa de infância onde ainda residem seus pais. Assim conheci pessoalmente a Ivani, mãe do Thomas e o Klaus, pai do Thomas. Sou muito bem recebido por todos e batemos longos papos sobre as milhares ruas e a badalada vida da enorme São Paulo. Almoçamos, e então, eu e o Thomas seguimos em direção da casa dos pais de sua namorada, a Tine. Agora só em alemão mesmo, nada de português. Todos muito simpáticos. O avô da Tine ficou me contando da viagem que ele fez para o Brasil com o coral que ele participa. Nós já tinhamos comido bem na casa do Thomas pois a comida estava muito boa, na casa dos pais da Tine então, comemos ainda mais. (acho que fomos muito gulosos) Bom, mas comida boa não se recusa, né? Depois, o Thomas foi me mostrar a região, pegamos o carro e contornamos os meandros do rio Nahe até o Reno, seguem as fotos:
Thomas, abre o olho!
Tá quase!Ae, agora sim!
Tine e Thomas seguindo o caminho...
...da vista para o rio Reno atravessando a cidade de Bingen:

Núvens estilo "The Simpsons":Foto artística:Pela estrada, por volta dos 160 km/h:Belas imagens da Rotenfels em Bad Münster, é essa pedreira que a estrada contorna: Casas sobre a ponte que corta o Nahe em Bad Kreuznach:

E mais uma foto nossa, prometida para o Thomas:
Um abraço e um beijo a todos da região e obrigado Ivani pelo convite.

sábado, 10 de abril de 2010

Porto

De volta ao Porto. No comboio Lisboa/Sta. Apolônia - Porto/Campanhã ouvi um homem dizendo: "Minha camisola está toda molhada". Não era uma drag, não, camisola para eles é casaco. Bom, agora é uma ótima oportunidade para falar sobre as diferenças linguísticas que encontrei lá. Comecemos com a mais famosa: a rapariga. Estamos na casa de praia do namorado da Alice. Eu, o curioso, vou lá dar uma olhada nos DVDs. Descendo os olhos e observando atentamente os nomes encontramos: 'Rapariga com brinco de pérola'. HA! Pois é, e segue, a falta do gerúndio criou outro título para Nemo. Lá nós assisitmos: 'A procura de Nemo'. Depois vem os famosos 'c's e 'p's que aparecem no meio das palavras e que os portugueses amam de paixão só para dizer que escrevem diferente dos brasileiros. Encontramos eles nas palavras: tecto, actividade, actualizar, adoptar, excepção e vai até o polêmico facto, pois fato para eles signinifica 'terno'. Isso gera o maior argumento para manter o 'c' oculto nas palavras. Entre o pagar propina (mensalidade) para a faculdade e o perceber (entender) os factos da vida, encontramos gírias como giro, topo e fixe que floreiam a vida do jovem português. Ah sim, elas significam legal, bacana, trilegal (tá, esse último é gaucho. Culpa do Simon, alemão amigo meu que aprendeu gauchês).

Agora às fotos. Devo dizer que adorei as fotos de Porto pois elas tiveram um toque especial, tanto de amigos e personalidades quanto de primavera e dias ensolarados. Seguimos com as fotos para o deleite do leitor: Madalena - Vila nova de Gaia. Lá fica a casa de praia do namorado da Alice:

Fauna e flora ao redor do palácio de cristal:
Pesonalidades do Porto.
Eu e a porta:
Alice e os raios de sol:
Amanda, Ludi, eu e Lice na rota do chá:
Por fim, as nuvens...
...e o pôr-do-sol...

...a viagem de volta.

Só posso dizer que: 'Foi bonita a festa, pá!'

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Lisboa

Primeiramente, quero me desculpar com os leitores assíduos de meu blog pela falta de atualizações mais frequentes. Não ando muito criativo esses dias. Mas vamos falar um pouco de Lisboa. Eita ventos fortes. Cheguei em Lisboa ao meio dia. Fazia 22°C, mas o vento não deixava o corpo esquentar, parecia pior que na Alemanha. E é verdade, passei mais frio em Portugal do que na Alemanha. Por mais que Portugal seja mais quente, nem toda casa tem sistema de aquecimento, ao contrário da Alemanha que em qualquer lugar que você entra vai estar quentinho. O frio aqui é relativo, ele depende de uma engenhoca chamada aquecedor. Em Lisboa fiquei num hostel muito bom. Era aconchegante, barato, seguro e muito divertido. Lá encontrei um brasileiro que vem de Brasília e uma galera de Alemães que estavam lá para conhecer Lisboa, 'Lissabon' como eles chamam. Cada um vinha de um lugar da Alemanha: Bavaria, Hannover, Dresden e Brelin. Nós nos reuniamos todas as noites para conversar e tomar um vinho do Porto. Devo dizer que a cidade ficou em meu coração pelos amigos que lá conheci. Não foram amigos íntimos e nem serão amigos para sempre, mas ficarão marcados pela viagem a Lisboa. Não há nada melhor do que boas amizades para marcar nossas viagens. Estou atrás de uma foto nossa, pedi para um amigo meu, vamos ver se ele vai me mandar. Agora postarei fotos da cidade, aproveitem: A catedral da Sé: Praça do comércio:
Castelo de São Jorge, visto por dentro:
Elevador de Santa Justa:
A maravilhosa sala dos brasões no Palácio Nacional de Sintra. Com direito a todos os nomes portugueses que conhecemos. Texeira, Aguiar, Pacheco, Lima, e por ai vai:
O monumento aos descobrimentos. Ai está Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama, entre outros:
Mosteiro dos Jerónimos:
E seu claustro com os túmulos de Fernando Pessoa e Alexandre Herculano:
A Torre de Belém:
E não podia faltar, uma típica padoca! Tava com saudades disso:
Próximo post será de volta ao Porto. E ainda tem as fotos da Páscoa que fui passar com o Thomas, aguardem!